quinta-feira, 27 de maio de 2010

Destino

Adriana tinha medo do futuro. Essa era uma das únicas coisas que a deixavam insegura, com a cabeça martelando e o pânico ameaçando romper de seu peito. Na verdade, o medo não era tanto do futuro em si, mas da distância.

Garota boba, que não aguentava uma semana sequer longe dele, longe daquele cujo sorriso e o olhar lhe roubavam as horas de sono a noite, aquele que conseguia fazê-la se sentir tão diferente dela mesma, e ao mesmo tempo, mais ela mesma que nunca. Que a fazia sentir-se especial em meio a tantas outras pessoas.

Não conseguia dormir e agora, parada em frente a janela e mirando as estrelas brilhantes, pensava no futuro. O que ele, tão inconstante e surpreendente, estaria guardando para ela? Sabia da probabilidade, e isso a afligia. Não sabia ao certo o que fazer, na verdade acreditava que a única coisa a ser feita seria esperar, esperar e ver o que iria acontecer. Tinha que confiar nas mãos de Deus e no seu amor, mas era mais fácil na teoria.

Por que até o tempo lutava contra ela?

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