quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Despertador.

Abriu os olhos lentamente, ainda sonolenta. Fez um pequeno movimento e sentiu algo que fez seu coração disparar, e subitamente lembrou-se de que não estava sozinha naquela cama. Olhou para o lado e sorriu, ao ver os olhos de seu amado a fitando, ao perceber que não fora mais um sonho.
Na verdade, naquela manhã sonho e realidade se misturaram, e ela sorria bobamente, ao mesmo tempo que acariciava-lhe o rosto, como que a verificar se era mesmo real aquele momento. Beijou-o e sentiu o gosto dos lábios que ela tanto amava, e sentiu-se feliz por esse momento, enbriagou-se na respiração dele, e sentiu-se leve.
Por um momento pensou no depois, no dia seguinte, mas logo tirou isso da cabeça, e simplesmente aproveitou o momento para viver seu sonho, ao invez de pensar na hora de acordar...

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

A nossa música.

Sabe qual a música que mais gosto? É aquela que escuto sempre que estou com você, aquela ritmada pelas batidas dos nossos corações e pela sua respiração próxima a mim. Aquela cujo ritmo acompanha as emoções e sentimentos do momento, as vezes suave e doce, as vezes rápida e intensa. Gosto da música que só nós dois escutamos, pois enquanto o resto das pessoas buscam músicas em palavras vazias e sem sentido, eu busco aquela que vem do silêncio, que só se pode escutar assim, quietinhos, porque não há necessidade de rimas ou refrões, porque as vezes o olhar tem mais significado que qualquer palavra. E se houver palavras, que sejam verdadeiras, que venham do coração. As juras de amor sussurradas ao pé do ouvido são capazes de arrepiar sua pele mais que a mais afinada e aguda das vozes, as batidas dos corações podem ser mais potentes que as batidas frenéticas da música mais dançante e o som do riso da pessoa amada é mais contagiante que qualquer harmonia já escutada antes.

Não quero músicas que me lembrem você, quero a música que vem DE você. Ainda que não possa escutá-la sempre que queira, quando a escuto ela está marcando um momento de felicidade, um momento único e especial. Um momento em que há apenas eu e você no mundo, em que estamos juntos e finalmente completos.

domingo, 3 de outubro de 2010

Dúvidas.

Karina não dormia direito a alguns dias, estava confusa com algumas coisas e queria conversar com Thiago para tentar esclarecê-las. Não sabia direito como começar, mas viu uma oportunidade naquela terça-feira, enquanto conversavam, basicamente, sobre sentimentos.

-Há tantas coisas que eu quero saber... Quero saber o que você sente, o que pensa, as razões por trás de seus atos. Você realmente quer ficar comigo para sempre? Você quer que eu faça parte da sua vida e quer fazer parte da minha como eu quero? Por que as vezes parece que você não quer tanto a minha companhia quanto você diz, sabe... Não sei, as vezes sinto você um pouco distante, receoso, e não sei o que falar. Não sei se me ofereço para estar com você, temo estar me intrometendo, temo que não te agrade e que não seja a hora certa. Eu quero estar com você em todos os momentos da sua vida, e quero que você também esteja em todos os momentos da minha. É muito?


*Silêncio*


-Diga algo, diga que estou certa ou errada, que estou sendo idiota ou sensata, mas diga algo! Talvez eu possa mudar, não sei mais o que fazer, como agir... - uma lágrima escorreu-lhe pelo rosto.


-Eu te amo. - E abraçou-a forte, sentindo algumas lágrimas molharem sua camisa, passando por aquele abraço tudo o que sentia, reconfortando-a e mostrando o quão importante ela era para ele.


-Acho que isso era tudo o que eu precisava ouvir. - E abraçou-o forte também. -Eu também te amo.

sábado, 25 de setembro de 2010

Já se apaixonou hoje?

Não precisa ser uma nova paixão, um novo amor! O melhor é se apaixonar todos os dias, de formas e intensidades diferentes, sempre pela mesma pessoa.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Querido Diário...

"Mais um dia se passou e, por incrível que pareça, ele ainda me ama! Ou pelo menos acha isso... Você sabe qual é o meu maior medo: ele descobrir que não me ama tanto quanto acredita. Ou de um dia ele enjoar de mim e me dizer coisas como: "você é a garota certa, no tempo errado". Temos 17 anos, o que posso esperar? que ele fique comigo para sempre, que não queira aproveitar a fase para sair, ir à festas e 'ficar' com várias garotas como praticamente todos os outros garotos fazem?

Ainda mais eu, Diário, que já vi muitos "amores eternos" se desfazerem em alguns meses... Já sofri tanto, e confesso que tenho medo de sofrer novamente, mas ele me faz feliz, juro. E mesmo não sabendo até quando estaremos juntos, não sabendo o que o futuro nos reserva e o quanto irei sofrer, eu quero aproveitar ao máximo dessa felicidade e quero fazê-lo feliz também. 

Talvez... Não, não posso me iludir. Pensar que todos os planos que fizemos juntos se concretizarão seria ilusão demais? Já sonhei com tantas coisas... Consigo nos ver casando, tendo filhos, uma linda casa e envelhecendo juntos... Consigo nos ver superando todos os desafios que nos espera, todos os obstáculos que o tempo ou a distância podem criar, e no final, podermos rir juntos pensando em como nada poderia superar nosso amor. Olhar para trás e pensar em como éramos bobos apaixonados, melosos e cegos... E, acima de tudo, muito felizes!

Ah, está vendo? Aqui estou eu, me iludindo novamente! Porque não posso tentar ser mais realista, colocar meus pés no chão e ver que talvez eu não seja boa o bastante para ele? Deve ser mal de pisciana...  A única coisa que me faz pensar que talvez seja digna dele é saber que o amo mais do que qualquer outra garota seria capaz de amá-lo, um amor maior que qualquer outro... mas seria isso o suficiente?

Ai, eu não sei mais... o que sei é que ele consegue me fazer acreditar que nosso amor será eterno e, como num conto de fadas, seremos felizes para sempre!"



E Suzana, deitada na cama, escrevia sobre fatos e memórias do passado, pensando e refletindo sobre o seu futuro.

domingo, 19 de setembro de 2010

Quem pode dizer: "EU AMO!" ?

Os únicos que conseguem definir o amor são aqueles que nunca o sentiram, que não conhecem o seu verdadeiro significado. O amor é indefinível, inexplicável, um sentimento sublime e que nos envolve cada vez mais. Há quem diga que o amor é confiança, carinho, dedicação... mas amor é mais que isso... Dizem que qualquer um pode amar, mas não acredito nisso.

O amor é um sentimento dos fortes, pois poucos podem aguentar toda a sua intensidade e ao mesmo tempo sua delicadeza.
O amor é um sentimento dos corajosos, pois só quem tem coragem consegue encarar os desafios, os medos, as incertezas que o amor pode proporcionar.
O amor é um sentimento dos nobres, pois é necessário ter um bom coração, dignididade e honra para que o amor perdure.
O amor é um sentimento dos pacientes, pois a paciência é extremamente importante em momentos de crises ou ansiedade.
O amor é um sentimento dos honestos, pois a verdade é o alicerce que sustenta um relacionamento.
O amor é um sentimento dos crentes, pois só acreditando pode-se aceitar que a razão nem sempre predomina sobre a emoção, que as vezes é melhor se entregar às loucuras do amor a ter que viver apenas na segurança monótona.
O amor é um sentimento dos infantis, pois as crianças são as que melhores compreendem a grandeza e a significancia de pequenos gestos e ações.


Purifica o teu coração antes de permitires que o amor entre nele, pois até o mel mais doce azeda num recipiente sujo. - Pitágoras

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Fantasmas

Dormira mal, viu em sua mente imagens de um futuro do qual ela tanto temia... Estava triste, não sabia exatamente o porquê, estava confusa, tinha medo de perder a sua felicidade, o sue amor, a sua vida... Lágrimas teimavam em brotar em sua face toda vez que pensava nisso.

Rebeca estava mais distraída que o normal, durante o dia um feroz combate acontecia dentro de sua mente. Uma parte dizia que era inevitável ela sofrer, que ele eventualmente se cansaria dela, ou algo aconteceria para atrapalhar tudo. E quando pensava que ela poderia sim ser feliz, que ele a amava tanto quanto ela o amava, a primeira parte simplesmente lhe dizia que ela achava isso por estar pensando somente com seus sentimentos, que racionalmente a vida era bem diferente. As pessoas se enganavam todos os dias, tantas pessoas sofriam, por que com ela seria diferente?

As horas passavam e ela nã conseguia prestar atenção em nada, ouvia apenas uma parte do que lhe diziam, soltava respostas automáticas, era difícil sorrir. Queria chorar, gritar, desabafar, mas não sabia como. Achava-se uma idiota, revisava mentalmente os motivos para estar assim, os motivos de seu desespero.

Mas então, naquela noite, somente ao vê-lo suas preocupações pareciam se abrandar. Era mais fácil sorrir, embora as vezes seus fantasmas da noite passada a atormentassem. Mas ele conseguia dissipar essas imagens, sabia exatamente o que falar, como agir, pra que Rebeca se sentisse melhor. Depois de algumas horas ela quase não se lembrava mais de suas tristezas, o fantasmas deixaram de atormentá-la. Apenas ele sabia como fazer isso com ela, como acalmá-la e causar a sensação de que nunca ouve realmente um problema...

Ele lhe transmitia confiança e amor, e isso acalentava o coração daquela confusa e amedrontada garota.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

E a garota tinha um sonho.

Sonhadora desde sempre. Sonhava com um mundo mais bonito e colorido, com seu príncipe encantado, sonhava com um castelo, um quarto bem grande com brinquedos com os quais ela brincaria sem parar. E sonhava com as pessoas ao seu redor tão felizes quanto ela estaria. E ela estaria muito feliz.

Sonhava poder brincar todos os dias, rir com os amigos, sair para conhecer o mundo todo, a começar pela rua de cima. Poder correr e se divertir, aprender novas coisas, comer doces e se transformar em uma fada. E sonhava com as pessoas ao seu redor tão felizes quanto ela estaria. E ela estaria muito feliz.

Sonhava ser uma boa filha, em ganhar um "oi" ou um sorriso especial daquele garoto que arrancava suspiros e lágrimas de uma garota juvenil, sonhava em vê-lo se declarar para ela, dizendo-lhe que era o amor da sua vida. Aí então poderiam se casar e ser felizes para sempre. E sonhava com as pessoas ao seu redor tão felizes quanto ela estaria. E ela estaria muito feliz.

Sonhava em ter bons estudos, em um mundo mais justo, uma política mais limpa, pessoas mais verdadeiras. Sonhava ter menos problemas com a família, que todas as suas amizades fossem verdadeiras e eternas, que ela parasse de se iludir com seus amores e não tivesse que ser quem não queria simplesmente para agradar pessoas que nem ao menos conhecia. Sonhava viver sua vida como bem entendesse. E sonhava com as pessoas ao seu redor tão felizes quanto ela estaria. E ela estaria muito feliz.

Sonhava com uma carreira estável, em ser feliz no trabalho, poder sempre aprimorar seus conhecimentos. Sonhava em construir sua própria família, poder fazê-los feliz, estar rodeada por seus filhos e seu marido em casa, ou em um parque, sorrindo e vivendo a vida que tanto desejava. Sonhava com seus amigos, aqueles que a ajudaram em todos os momentos, e eles estariam lá, na vida dela, sempre. E sonhava com as pessoas ao seu redor tão felizes quanto ela estaria. E ela estaria muito feliz.




Mas, constantemente, acordaram essa garota de seus sonhos, e hoje ela tem medo de sonhar novamente.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

O tempo não volta atrás

Nicole andava estressada, estava sempre ocupada, deixara de lado o namorado, as amigas, as festas, as diversões. Era ano de estudar. Ano de vestibular. E ela, dessa vez, sabia o que queria, e por saber, lutava para conseguir atingir seu objetivo.

Estudava horas e horas, seus pais começavam a ficar preocupados, ela não se alimentava direito a algum tempo e, quando questionada, tudo o que dizia era que valeria a pena, e no próximo ano poderia aproveitar tudo que estava deixando de lado agora. Nicole no fundo tinha medo, medo de não passar, medo de decepcionar seus pais, sua família, amigos e até o namorado. Medo, acima de tudo, de decepcionar a ela mesma. Sabia que se não passasse acabaria deprimida, sentindo-se inútil, fracassada.

E em sua mente estava decidida. Embora fosse um curso difícil, ela tentaria assim mesmo. Nada adiantaria passar em um curso fácil, talvez se sentisse ainda mais fracassada. Não, ela queria algo que a desafiasse, que a fizesse superar a ela mesma, que pudesse tirar dela o melhor, aquilo que nem ela sabia que existia dentro de si mesma.

E passava assim o tempo, estudando, estudando, estudando. Mas o que não sabia era que o tempo não volta atras. Talvez conseguisse passar na tão sonhada universidade, mas teria valido a pena tudo que deixou de viver naquele ano? Tinha se afastado das pessoas que mais amava, e agora era difícil voltar ao que era antes. Agora teria que estudar ainda mais para não repetir, para que valesse a pena todo o esforço anterior.
Mas pior ainda se não passasse. Tudo em vão. Tantas coisas em vão. E ela sentia-se deprimida apenas em imaginar essa possibilidade.

Mas apenas o tempo, a vida, poderia lhe apontar os erros, e ela poderia apenas fazer de tudo para remediá-los e não cometê-los novamente.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Loucos e Santos - Oscar Wilde

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.

Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.

Bons amigos - Machado de Assis

Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!

Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!

Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!

Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.
Amigo é a base quando falta o chão!

Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!

Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Estrelas

Velha Louca, chamam-me. Passa o dia todo sozinha ou falando com as estrelas.

O que eles não sabem é que loucos são eles, falando sobre coisas fúteis que não acrescentam em nada nossa vida. Conversando sobre a vida alheia ou uma catástrofe que lhes aconteceu no dia, como por exemplo ter quebrado a unha. Se é para falar essas coisas, melhor permanecer calado, pelo menos é assim que penso. Então por que converso com as estrelas? Ah, elas não se importam com o carro novo do vizinho ou a briga dos recém-casados da rua de cima. Não, elas gostam de ouvir coisas boas, e também me contam coisas tão lindas.

Eu lhes conto sobre os sentimentos, os mais lindos principalmente... amor e amizade são os preferidos delas, elas nos invejam por podermos nos relacionar uns com os outros tão facilmente! Elas me contam sobre o universo, as galáxias, Deus, me mostram a paz que sentem lá do alto. E eu sinto inveja dessa paz, vivendo em um mundo onde a possibilidade de guerras é sempre constante, e o ódio e a ignorância move o coração de tantos...



"Amai para entendê-las: Pois só quem ama pode ter ouvido Capaz de ouvir e de entender estrelas" - Olavo Bilac

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Carta de desculpas.

Me desculpe, de verdade, por tudo.
Nunca quis te fazer sofrer, juro, se pudesse sofreria tudo por você, pra te ver feliz. Não posso retribuir seu carinho, me desculpe por achar que podia, mas não posso, e agora é você quem sofre. Você é uma pessoa maravilhosa, que merece encontrar toda a felicidade do mundo, e sei que a encontrará! Desejo que você tenha encontrado a garota certa, aquela que poderá lhe dar todo o amor que você merece, que o fará feliz e que mereça você. Gostaria de não ter atrapalhado tanto a sua vida, mas agora já é tarde. Você sofreu, e por isso eu sofro ainda mais, por saber que sou eu a culpada.

Sei que não mereço, mas lhe peço perdão mesmo assim. Espero um dia poder ser sua amiga novamente.

sábado, 3 de julho de 2010

Medo

Garota metódica, pragmática e centrada. Ah, mas como seu mundo mudara desde que conhecera aquele garoto de sorriso encantador... Seu futuro, tão bem programado, não tinha incluso o fator "sentimentos". Preocupara-se tempo demais tentando prosperar socialmente, e deixara de lado o emocional, mas agora, diante de seu sorriso e seu olhar penetrante, ela sabia que tudo iria mudar. E o pior, não sabia que tipo de mudança era. Tinha medo, não sabia do que, mas temia... Talvez por ter a vida centrada nesses planos não sabia como modificá-los. Talvez estivesse com medo de não saber conciliar tantas coisas. Ou talvez simplesmente temesse a decisão que lhe parecia a mais viável no momento: parar de planejar tudo e simplesmente viver o presente.

Mas o futuro parecia tão amedrontador. Tudo parecia conspirar contra ela, contra eles, parecia que a qualquer hora alguém a acordaria desse maravilhoso sonho que estava tendo. Mas não era um sonho. E Daniele tinha certeza apenas de uma coisa no futuro: queria poder ter sempre aquele sorriso e aquele olhar junto a ela. Não importando as eventuais dificuldades para isso.



"Não se preocupe, nós vamos dar um jeito, demos até agora. Mas pode ter certeza de uma coisa: nosso amor irá prevalecer!"

domingo, 6 de junho de 2010

Poeta: mais imaginação, menos realidade

Por que, raios, ela estava debruçada sobre aquela folha em branco, com a caneta na mão, a espera de uma ideia? Não era poeta, Maria Clara bem sabia disso, então por que ainda insistia em tentar? Horas e horas desperdiçadas sobre a escrivaninha antiga que ficava em seu quarto, retirara todas as coisas que a pudessem distrair dali e, agora, seus ursinhos, maquiagem, acessórios e algumas coisas indefinidas e coloridas repousavam sobre sua cama, aguardando retornar para seus lugares de origem. Mas ao que parecia, nada funcionava e a espera não estava chegando ao fim...

Não fora sempre assim... Houve um período em que ela escrevia as mais lindas poesias, sem hesitar simplesmente deixava a ideia fluir da cabeça para as mãos, e delas para a caneta e para o papel. O que ela tinha naquela época que deixara de ter agora? O melhor era perguntar o que ela tinha agora que não tinha antes... Ela estava feliz! Verdadeiramente feliz.

Talvez isso seja apenas um devaneio a mais, porém desde que conhecera a felicidade deixara de escrever com tanta facilidade. Poesias talvez sejam uma manifestação da alma que busca preencher o vazio com algo, e as palavras tinham essa capacidade. Mas agora que perderam seu sentido aumentaram as dificuldades e Maria Clara não sabia o que fazer. Gostava de escrever, sem isso perdia sua identidade.

Estava confusa... quem era ela? o que queria? Não conseguia escrever, mas tinha sentimentos nunca antes sonhados, cuja definição parecerá sempre vaga, palavra alguma definiria o que se passava dentro dela. Talvez por isso também tenha encontrado mais dificuldade para escrever. Percebia agora o quão vagas eram os sentimentos descritos, procurava novas formas de representá-los melhor, mas parecia ser em vão.

Maria Clara não era mais uma poeta, era mais do que isso: Maria Clara era amada e amava, se tornara uma romântica apaixonada.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Destino

Adriana tinha medo do futuro. Essa era uma das únicas coisas que a deixavam insegura, com a cabeça martelando e o pânico ameaçando romper de seu peito. Na verdade, o medo não era tanto do futuro em si, mas da distância.

Garota boba, que não aguentava uma semana sequer longe dele, longe daquele cujo sorriso e o olhar lhe roubavam as horas de sono a noite, aquele que conseguia fazê-la se sentir tão diferente dela mesma, e ao mesmo tempo, mais ela mesma que nunca. Que a fazia sentir-se especial em meio a tantas outras pessoas.

Não conseguia dormir e agora, parada em frente a janela e mirando as estrelas brilhantes, pensava no futuro. O que ele, tão inconstante e surpreendente, estaria guardando para ela? Sabia da probabilidade, e isso a afligia. Não sabia ao certo o que fazer, na verdade acreditava que a única coisa a ser feita seria esperar, esperar e ver o que iria acontecer. Tinha que confiar nas mãos de Deus e no seu amor, mas era mais fácil na teoria.

Por que até o tempo lutava contra ela?

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Oras, eu sou amada!

E um sorriso bricava em sua face. Ameaçava eclodir em uma gargalhada, tamanha era a felicidade que sentia. Seus olhos brilhavam com lágrimas que ameaçavam cair, seu coração batia com tal força que ela acreditava que uma hora ainda iria explodir. E por quê? Oras, porque era amada! Não é essa a melhor razão para se estar feliz?

Tão poucos encontravam o amor, e muitos dos que o encontravam, ou não davam o devido valor, ou não eram correspondidos. Mas ela, ah, que garota de sorte era aquela! Encontrara o amor, o maior que poderia existir, tanto que ela nem sabia como ele podia caber em seu coração! É, refletindo percebia que esse amor realmente não poderia caber em seu coração, ele ultrapassava isso, ele dominava todo o seu ser, sua alma, sua vida. Ela o amava e era correspondida. E não cometeria o erro de não valorizar tal amor!

Encontrara o amor da sua vida, tinha vontade de gritar com todas as suas forças para que todos soubessem! Há quem não acredite nem que possa existir um amor tão grande quanto o que ela sente, então como poderiam saber o que se passa com essa tão estranha garota?  Para eles era apenas mais uma garota apaixonada, como tantas outras, feliz demais com algo pequeno. Mas como poderia ser pequeno esse fato que afetaria-lhe a vida toda? Ela amava! e era amada... 

E enquanto nisso acreditasse, nada poderia acabar com a sua felicidade.


"Enfim, eu te amo! E isso é a coisa mais verdadeira que eu já disse pra alguém."

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Lutar por um amor...

parece algo tão mais fácil nos filmes. E quando por causa desse amor nos vemos em tantas encrencas, nos vemos em uma situação "tensa"!

Como agora, Gisele não não sabia mais o que fazer. Começara esse relacionamento de forma tão simples, e fora se apegando cada vez mais por ele... E de repente: Bum! Tudo vira de cabeça pra baixo e ela se encontra em uma situação um tanto desesperadora, com sua própria família e amigos pressionando para ela terminar aquilo, que seria loucura continuar um namoro que só lher trouxera problemas.

Ah, mas já era tarde, Gisele já sentia algo forte demais para terminar desse jeito. Enquanto lhe houvesse forças, ela não desistiria, afinal, ele quem tirou ela da pior e lhe mostrou o caminho de volta da felicidade. Agora, não importava o custo, ela tentaria o quanto pudesse.

Se o amava, não, ela não sabia se era isso ainda, mas de que importava? Ela gostava dele, e muito, talvez fosse amor, talvez se transformasse em amor, quem sabe... E por isso, por essa possibilidade de tudo dar certo ela não cederia, queria ser feliz novamente, e estava conseguindo... Não iria permitir a ninguém, NINGUÉM, estragar a sua felicidade agora. Não sem luta.

x.x"

domingo, 18 de abril de 2010

sábado, 17 de abril de 2010

sábado, 3 de abril de 2010

Convicção...

Larissa nunca acreditara no "para sempre". Achava tão superficial, nos contos de fada, o casal ser "felizes para sempre"... Todas as pessoas tem dificuldades, discussões, problemas, e no final, nada é para sempre. E se nada é para sempre, o que dirá o amor então?

Já tivera tantos amores, na época acreditava q amaria-os para sempre... Sofreu, achando que nunca mais seria feliz, mas superou. Já teve que magoar pessoas, por não conseguir cumprir sua promessa de amor eterno. Parou de acreditar no amor perfeito, no felizes para sempre... Até que se apaixonava novamente, passava a reacreditar e, depois, tinha mais convicção que nunca de que o para sempre não existia.

Mas vá tentar discutir isso com ela! Tão cabeça dura, quando colocava uma ideia na cabeça ninguém conseguia arrancá-la. Mas ela também mudava de opinião frequentemente, cada dia com um ideal novo, uma perspectiva nova da vida. E não queria aceitar que poderia ser feliz para sempre, NADA É PARA SEMPRE!

Mas bastava-lhe olhar o rosto dele, sentir seu abraço forte e seguro, estar ao lado dele, todas as suas convicções desmoronavam, ela sentia que seria impossível deixar de amá-lo. Tentava firmar, não queria se decepcionar novamente, mas no fundo, Larissa sabia que dessa vez era diferente, dessa vez ela não se decepcionaria, não sofreria nem o faria sofrer... dessa vez era pra sempre...

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Amor - Carlos Drummond de Andrade

Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração para de funcionar por alguns segundos, preste atenção. Pode ser a pessoa mais importante da sua vida.

Se os olhares se cruzarem e neste momento houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.

Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante e os olhos encherem d'água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.

Se o primeiro e o último pensamento do dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente divino: o amor.

Se um dia tiver que pedir perdão um ao outro por algum motivo e em troca receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil palavras, entregue-se: vocês foram feitos um pro outro.

Se por algum motivo você estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas lágrimas e enxugá-las com ternura, que coisa maravilhosa: você poderá contar com ela em qualquer momento de sua vida.

Se você conseguir em pensamento sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado... se você achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados...

Se você não consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que está marcado para a noite... se você não consegue imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado...

Se você tiver a certeza que vai ver a pessoa envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção que vai continuar sendo louco por ela... se você preferir morrer antes de ver a outra partindo: é o amor que chegou na sua vida. É uma dádiva.

Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida, mas poucas amam ou encontram um amor verdadeiro. Ou às vezes encontram e por não prestarem atenção nesses sinais, deixam o amor passar, sem deixá-lo acontecer verdadeiramente.

É o livre-arbítrio. Por isso preste atenção nos sinais, não deixe que as loucuras do dia a dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: o amor!

Cartas de Amor - Álvaro de Campos

Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)

Mulher moderna.

Felicidade... o que realmente significava essa palavra?


Thaís chegava em casa, naquele apartamento espaçoso apenas para ela, um sentimento de vazio percorrioa-lhe o corpo. Vai jogando as peças de roupa pelo caminho, liga o chuveiro e entra na banheira para relaxar... e inevitavelmente passa sua vida pela cabeça... Tinha visto na entrada de seu prédio duas crianças brincando, seus pais abraçados, olhando-os carinhosamente.

Ela tinha 36 anos, acreditava que era feliz e, afinal, como poderia não ser? Tinha o emprego dos seus sonhos, morava bem, em um apartamento da zona luxuosa da cidade, tinha amigos, saía com eles praticamente todo o final de semana para uma balada ou um barzinho... Comia nos melhores restaurantes, visitava os melhores pontos turísticos e se mantinha ocupada a maior parte do dia. Saia com alguns homens, mas nunca tivera um relacionamento duradouro. Uma das mais prováveis causas era sua mania controladora, metódica e exigente, mas isso fora o principal motivo por ter crescido tão rapidamente no seu emprego, então não podia ser algo ruim. E, realmente, durante o dia não se sentia sozinha, estava sempre acompanhada, pessoas dependiam dela...

Mas era nessa hora, quando chegava em casa, via o quão solitária estava. Boa parte de suas amigas já tinham se casado, constituiam família, eram felizes... Família... talvez fosse disso que Thaís sentia falta. Como devia ser bom a sensação de ver seus filhos brincando, aprendendo a falar, a escrever... Participar da vida deles, poder ser a mãe que nunca tivera. Ter um marido que a amasse, que ajudaria a cuidar das crianças e, ao anoitecer, após colocá-las para dormir, estaria com ela. Devia ser realmente boa a sensação de ser amada, um abraço ou beijo dado com amor, não apenas paixão, como ela estava acostumada. De poder dar carinho, compartilhar as emoções, enfrentar juntos as dificuldades e celebrar as vitórias...

Mas ela tinha optado por não seguir esse rumo, e não sabia se devia se arrepender. Talvez, casada e com filhos, não pudesse ser hoje o que era, não seria um sucesso profissionalmente. De fato, conhecia muitas amigas que tinham largado ambições profissionais pela família, para participar mais ativamente dessa outra "profissão": ser mãe e esposa. Sabia também que elas não se arrependiam, pois eram realmente felizes. Mas não ela, Thaís seguia forte, seria um dia presidente da empresa, a família se tornou segundo plano. E agora, aos 36 anos, via que esse segundo plano talvez não se realizaria tão facilmente quanto ela pensara.

E deitada em sua grande cama, abraçada a um travesseiro, Thaís permitiu que uma lágrima rolasse por seu rosto, enxugando-a logo após, pois não podia permitir-se ser fraca.

domingo, 14 de março de 2010

Hoje eu vou estudar!

Juro que tentei, mas como estudar se nem consigo me concentrar nos meus livros?! Sozinha, em uma casa silenciosa, tudo o que me vem à mente é você. É, acho que nunca vou enjoar de pensar em você, assim como nunca deixarei de te amar!













Só queria estar junto a ti...

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Confições de uma mente ensandecida pela abstinência...

Meu vício particular! Sim, como uma droga especial, mais viciante que heroína... Quando estou com você é como tomar a minha dose de heroína, me contenta, mas só pelo momento. Então, quando nos afastamos é como quando alguém fica em abstinência, se corroendo por dentro, pensando apenas na sua droga, se martirizando, e quanto mais tempo passa, maior fica a dor, maior fica a necessidade. Então, para amenizar, tenta fumar um cigarro, isso alivia, mas apenas um pouco, não é o suficiente! Como alguém que se viciou em heroína poderia se contentar com um cigarro? Não, isso não era possível. Cigarro não basta mais... apenas me faz sentir ainda mais vontade de tomar minha dose de heroína... preciso de você! Overdose é uma ideia realmente muito atrativa e tentadora, beem melhor que a abstnência, na verdade, é uma ideia fortalecida pela abstência... A consequencia da abstnência seria a overdose? Então a consequencia da overdose seria uma consequência da abstnência? Ou a consequência da overdose seria uma consequência da consequência da abstnência? E quando parei de falar de você para falar de drogas? Na verdade, acho que nunca realmente deixei de falar em você. E, na verdade, acho em nenhum momento falei realmente de uma abstnência minha com as drogas.

>.<" Definitivamente, se ficar mais um pouco sem você, ou sem as drogas, sei lah, ficarei louca! Ou será que já estou louca?
Qual a veracidade da frase: "Há sempre um pouco de loucura no amor, e há sempre um pouco de razão na loucura"?
Porque se ela for verdadeira, já tenho pelo menos um pouco de loucura... Mas quando escrevi tudo isso, era a parte louca, a parte da razão, ou simplesmente a parte do amor que me dominava? Oh, dúvida cruel!

Ok, a parte da razão está mandando eu calar a boca e ir dormir, creio que a obedecerei, normalmente ela está certa, e eu encrencada se não a escuto... =x

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

acordei de bom humor só por saber que estarei com você em pouco tempo...

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Patenteado!

Se o seu amor cresce a cada dia que passa, quer dizer que ele pode ser maior, que o que você sente por mim não é o máximo possível... Então, o que impediria que o meu amor seja maior que o seu? Ele pode ser do tamanho que o seu seria em, hum, algumas semanas, ou meses! =D

Te amo mais e ponto!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Ter ou não ter namorado - Carlos Drummond de Andrade

Quem não tem namorado é alguém que tirou férias remuneradas de si mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia. Paquera, gabira, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil. Mas namorado mesmo é muito difícil. Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio, e quase desmaia pedindo proteção. A proteção dele não precisa ser parruda ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.

Quem não tem namorado não é quem não tem amor: é quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento, dois amantes e um esposo; mesmo assim pode não ter nenhum namorado. Não tem namorado quem não sabe o gosto da chuva, cinema, sessão das duas, medo do pai, sanduíche da padaria ou drible no trabalho.

Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar lagartixa e quem ama sem alegria.

Não tem namorado quem faz pactos de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade, ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de curar.

Não tem namorado quem não sabe dar o valor de mãos dadas, de carinho escondido na hora que passa o filme, da flor catada no muro e entregue de repente, de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque, lida bem devagar, de gargalhada quando fala junto ou descobre a meia rasgada, de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia, ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo, tapete mágico ou foguete interplanetário.

Não tem namorado quem não gosta de dormir, fazer sesta abraçado, fazer compra junto. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele; abobalhados de alegria pela lucidez do amor.

Não tem namorado quem não redescobre a criança e a do amado e vai com ela a parques, fliperamas, beira d’água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da Metro.

Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos, quem não se chateia com o fato de seu bem ser paquerado. Não tem namorado quem ama sem gostar; quem gosta sem curtir; quem curte sem aprofundar. Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada ou meio-dia do dia de sol em plena praia cheia de rivais.

Não tem namorado quem ama sem se dedicar, quem namora sem brincar, quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele. Não tem namorado que confunde solidão com ficar sozinho e em paz. Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.

Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando 200Kg de grilos e de medos. Ponha a saia mais leve, aquela de chita, e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesma e descubra o próprio jardim. Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Ponha intenção de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteio.
Se você não tem namorado é porque não enlouqueceu aquele pouquinho necessário para fazer a vida parar e, de repente, parecer que faz sentido.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Coisas vividas.

Já sorri para quem não merecia meu sorriso
Já chorei por quem não merecia minhas lágrimas
Já briguei com quem só merecia meu carinho
Já falei quando devia ficar calada
Já calei quando deveria falar
Já pensei quando deveria agir
E já agi quando deveria pensar.
Já briguei por causas perdidas, e ganhei pela insistência
Já desisti de batalhas ganhas por medo de perdê-las
Por vezes acertei quando achava que erraria
E errei quando achava que acertaria.
Já menti para não magoar alguém
E já magoei pessoas por medo de dizer a verdade.
Tive medo de magoar as pessoas
Sofri para não fazê-las sofrer
Mas é inevitável fazer alguém sofrer por não controlar seus sentimentos.
Já quis mandar em meu coração
Mas aprendi que tem coisas que é melhor não controlar
E deixar o tempo decidir o melhor.
Já tive medo de sonhar
E sofrer ainda mais com a realidade.
Já me iludi sem querer
Já causei minha ilusão
Já menti pra mim mesma de tal forma que comecei a acreditar.
Já cometi diversas vezes o mesmo erro
Aprendi com eles
E também com o erro dos outros
Mas diversas vezes tive que errar por mim mesma para aprender verdadeiramente a lição

A vida é um jogo, você tem que saber como jogar, mas a única maneira de aprender as regras é jogando, e diversas vezes perdendo, até entender as regras. Mas o importante é estar sempre atento, pois essas regras mudam a cada dia, mas o que você aprendeu jamais é perdido. Uma sabedoria a mais só te ajudará a vencer mais vezes, mas saiba sempre que há grandes chances de perder e que nunca se deve desistir completamente desse jogo.

Pois como diz o ditado:
Cair é humano, mas levantar-se é divino!

domingo, 17 de janeiro de 2010

Um ponto de luz na escuridão



Com certeza essa foi uma longa e exaustiva semana para Elena. Seu pai viajara a 5 dias para o enterro de sua bisavó e até agora não ligou, deixou apenas uma mensagem dizendo que chegou são e salvo. Sua mãe, por sua vez, estava cada dia mais extressada com os problemas do trabalho, acentuados pela ausência de seu pai. Elena discutira com sua mãe, irmão e tia, ou melhor, guardara para si a raiva e a frustração com eles, pois não conseguia discutir de verdade. Sua irmã estava doente, então ela tinha que tomar um cuidado dobrado com ela, e no lugar do final de semana em que ela iria passar no sítio com seus amigos, lá estava ela, em casa, bancando mais uma vez a babá.
Ligou o chuveiro e tentou relaxar, sentindo apenas as gotas caindo sobre seu corpo, tentou não pensar em nada. E, tentando não pensar em nada, sua mente vagou diretamente para ele. Sim, a semana não tinha sido das melhores, mas Elena sorria por lembrar dele. Pensar que ele a amava, quase tanto quanto ela o amava, a deixava mais feliz, mais confiante. Fazia tudo ficar um pouquinho melhor.
Fazia uma semana que ela não o via, a saudade doia-lhe o peito, mas eles ainda estavam juntos, não fisicamente, mas ela podia senti-lo dentro de seu peito. O mundo podia estar desabando, mas esse simples fato a reconfortava: ela amava e era amada.
E Elena sorria, bobamente, embaixo do chuveiro, sentindo a água acariciar-lhe, sorria honestamente para si mesma.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

E como faz para o tempo passar mais rápido?

A tua ausência está consumindo minhas forças, viver sem ti não é viver.


Preciso de você, e preciso logo!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Injustamente

Encolhida no canto de seu quarto, com sua pequena irmã ao seu lado, Luana chorava. Doia-lhe muito, mas não uma dor física, eram os seus sentimentos que tinham sido machucados. Acabara de ser punida injustamente, por querer manter a sua palavra e não ser influenciada por estar pressionada, por estar sedo irritada. Ela não acreditava que aquela era a forma correta de conseguir algo: irritando, infernizando a vida até que a outra pessoa perdesse a paciencia e aceitasse. Não, ela não se negaria se pedissem-lhe educadamente, mas não, ele preferiu tentar da maneira mais dificil, desafiando-lhe, e ela, logicamente, não permitiu-se desistir. Então, aquela por quem sempre tivera tanto respeito e admiração lhe punira juntamente com seu irmão, punira-lhe por não ter feito nada alem de tentar manter sua palavra. Quando fazia algo de errado e puniam-lhe ela aceitava, pois sabia do seu erro, mas como doia ser punida injustamente.
Luana sempre foi assim, gostava de ter suas opiniões firmes, não gostava quando tentavam lhe impor outras coisas, não se deixava influenciar facilmente. Mas percebia agora o quanto sempre tentavam mudar suas decisões e, se ela tivesse aceitado essas sugestões, hoje seria muito mais infeliz. Então por que não aceitavam o que ela queria? Quando ela errada em suas escolhas? Nunca de tal modo que se arrependesse delas, mas seus pais, seus próprios pais, não percebiam isso. Não se importavam com o que ela queria.
E, por um momento, pensou que se ela não existisse tudo seria mais fácil. Mas mal essa ideia lhe passou pela cabeça viu a face de sua irmã ao seu lado, e se perguntou como seria a vida dela se Luana simplesmente deixasse de existir. Lembrou-se também de seu avô, iria ele aguentar mais uma perda? Então veio a imagem do namorado, e subitamente desistiu da ideia. Não, não seria capaz de inflingir dor alguma a ele.
Então ela decidiu-se: continuaria a existir, mas em casa talvez o melhor seria calar-se, aceitar, mesmo que não a deixasse feliz, talvez fosse o melhor. Não queria brigar ou desrespeitar ninguém, era tola por não reclamar, não lutar pelo que queria, mas no momento era o que ela acreditava ser o melhor.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Sol




Refletia muito enquanto estava longe dele. Ah, como Sophia se angustiava com o tempo em que ficavam sem se ver, sem se falar... Parecia que nada tinha graça sem ele, ele era o alvo de seus pensamentos, o centro de seu universo, o seu sol particular.


Sim, um sol, talvez isso consiga representar um pouco o que aquele garoto representava para Sophia. O centro de seu universo, com ele, ela se sentia aquecia, bem, feliz, talvez ele realmente fosse até melhor que um sol. Ele brilhava aos olhos dela, e por incrível que pareça, como o sol, ao invés de fazer as coisas ao seu redor se ofuscarem devido ao brilho, ele iluminava tudo, fazia o mundo ter sentido, a vida ter mais luz, e fazia-a sorrir facilmente, sentir-se feliz como ninguém. E quando ele não estava presente era como um sol escondido atrás de densas nuvens, tudo ficava mais escuro, não dava vontade de fazer nada, nem de sorrir. Havia outras coisas que fazer, como se distrair, mas nada como se ele estivesse lá, presente, com ela.


Ela, pensando bem, gostaria de se comparar com a lua. Poderia até, pois dependia dele, do seu sol. Se ele não existisse, ela não poderia brilhar, nada existiria, ela seria ofuscada e não seria nada. Também gostaria de ser uma lua, pois ela inspira os apaixonados, e ela gostaria de inspira-lo, embora não se achasse digna de ser comparada com a beleza da lua. Um problema em ser a lua era a distância que ela ficava do sol, sempre que um surgia, o outro se escondia, e não, isso ela não aguentaria.


E o sol era lindo, como o brilho nos olhos de seu amor, como ele próprio, era lindo. Ela podia ver, por detrás de seus olhos, a face dele, quase podia sentir seu toque, seu beijo. Via seu sorriso, aquele que a encantava tanto, e em seu coração ela sentia um aperto, de saudade, de amor. Ela o amava, isso era uma certeza, e se sentia feliz, pois ele também a amava.


E Sophia não sabe bem quando essa reflexão passou a ser sonho, mas a próxima coisa que ouviu foi o despertador tocar, abriu a janela e viu o sol brilhar, mais forte que nunca, e se sentiu feliz, pois hoje veria seu amado.