Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!
Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!
Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!
Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.
Amigo é a base quando falta o chão!
Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!
Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!
terça-feira, 20 de julho de 2010
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Estrelas
Velha Louca, chamam-me. Passa o dia todo sozinha ou falando com as estrelas.
O que eles não sabem é que loucos são eles, falando sobre coisas fúteis que não acrescentam em nada nossa vida. Conversando sobre a vida alheia ou uma catástrofe que lhes aconteceu no dia, como por exemplo ter quebrado a unha. Se é para falar essas coisas, melhor permanecer calado, pelo menos é assim que penso. Então por que converso com as estrelas? Ah, elas não se importam com o carro novo do vizinho ou a briga dos recém-casados da rua de cima. Não, elas gostam de ouvir coisas boas, e também me contam coisas tão lindas.
Eu lhes conto sobre os sentimentos, os mais lindos principalmente... amor e amizade são os preferidos delas, elas nos invejam por podermos nos relacionar uns com os outros tão facilmente! Elas me contam sobre o universo, as galáxias, Deus, me mostram a paz que sentem lá do alto. E eu sinto inveja dessa paz, vivendo em um mundo onde a possibilidade de guerras é sempre constante, e o ódio e a ignorância move o coração de tantos...
"Amai para entendê-las: Pois só quem ama pode ter ouvido Capaz de ouvir e de entender estrelas" - Olavo Bilac
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Carta de desculpas.
Me desculpe, de verdade, por tudo.
Nunca quis te fazer sofrer, juro, se pudesse sofreria tudo por você, pra te ver feliz. Não posso retribuir seu carinho, me desculpe por achar que podia, mas não posso, e agora é você quem sofre. Você é uma pessoa maravilhosa, que merece encontrar toda a felicidade do mundo, e sei que a encontrará! Desejo que você tenha encontrado a garota certa, aquela que poderá lhe dar todo o amor que você merece, que o fará feliz e que mereça você. Gostaria de não ter atrapalhado tanto a sua vida, mas agora já é tarde. Você sofreu, e por isso eu sofro ainda mais, por saber que sou eu a culpada.
Sei que não mereço, mas lhe peço perdão mesmo assim. Espero um dia poder ser sua amiga novamente.
sábado, 3 de julho de 2010
Medo
Garota metódica, pragmática e centrada. Ah, mas como seu mundo mudara desde que conhecera aquele garoto de sorriso encantador... Seu futuro, tão bem programado, não tinha incluso o fator "sentimentos". Preocupara-se tempo demais tentando prosperar socialmente, e deixara de lado o emocional, mas agora, diante de seu sorriso e seu olhar penetrante, ela sabia que tudo iria mudar. E o pior, não sabia que tipo de mudança era. Tinha medo, não sabia do que, mas temia... Talvez por ter a vida centrada nesses planos não sabia como modificá-los. Talvez estivesse com medo de não saber conciliar tantas coisas. Ou talvez simplesmente temesse a decisão que lhe parecia a mais viável no momento: parar de planejar tudo e simplesmente viver o presente.
Mas o futuro parecia tão amedrontador. Tudo parecia conspirar contra ela, contra eles, parecia que a qualquer hora alguém a acordaria desse maravilhoso sonho que estava tendo. Mas não era um sonho. E Daniele tinha certeza apenas de uma coisa no futuro: queria poder ter sempre aquele sorriso e aquele olhar junto a ela. Não importando as eventuais dificuldades para isso.
"Não se preocupe, nós vamos dar um jeito, demos até agora. Mas pode ter certeza de uma coisa: nosso amor irá prevalecer!"
domingo, 27 de junho de 2010
domingo, 6 de junho de 2010
Poeta: mais imaginação, menos realidade
Por que, raios, ela estava debruçada sobre aquela folha em branco, com a caneta na mão, a espera de uma ideia? Não era poeta, Maria Clara bem sabia disso, então por que ainda insistia em tentar? Horas e horas desperdiçadas sobre a escrivaninha antiga que ficava em seu quarto, retirara todas as coisas que a pudessem distrair dali e, agora, seus ursinhos, maquiagem, acessórios e algumas coisas indefinidas e coloridas repousavam sobre sua cama, aguardando retornar para seus lugares de origem. Mas ao que parecia, nada funcionava e a espera não estava chegando ao fim...
Não fora sempre assim... Houve um período em que ela escrevia as mais lindas poesias, sem hesitar simplesmente deixava a ideia fluir da cabeça para as mãos, e delas para a caneta e para o papel. O que ela tinha naquela época que deixara de ter agora? O melhor era perguntar o que ela tinha agora que não tinha antes... Ela estava feliz! Verdadeiramente feliz.
Talvez isso seja apenas um devaneio a mais, porém desde que conhecera a felicidade deixara de escrever com tanta facilidade. Poesias talvez sejam uma manifestação da alma que busca preencher o vazio com algo, e as palavras tinham essa capacidade. Mas agora que perderam seu sentido aumentaram as dificuldades e Maria Clara não sabia o que fazer. Gostava de escrever, sem isso perdia sua identidade.
Estava confusa... quem era ela? o que queria? Não conseguia escrever, mas tinha sentimentos nunca antes sonhados, cuja definição parecerá sempre vaga, palavra alguma definiria o que se passava dentro dela. Talvez por isso também tenha encontrado mais dificuldade para escrever. Percebia agora o quão vagas eram os sentimentos descritos, procurava novas formas de representá-los melhor, mas parecia ser em vão.
Maria Clara não era mais uma poeta, era mais do que isso: Maria Clara era amada e amava, se tornara uma romântica apaixonada.
Não fora sempre assim... Houve um período em que ela escrevia as mais lindas poesias, sem hesitar simplesmente deixava a ideia fluir da cabeça para as mãos, e delas para a caneta e para o papel. O que ela tinha naquela época que deixara de ter agora? O melhor era perguntar o que ela tinha agora que não tinha antes... Ela estava feliz! Verdadeiramente feliz.
Talvez isso seja apenas um devaneio a mais, porém desde que conhecera a felicidade deixara de escrever com tanta facilidade. Poesias talvez sejam uma manifestação da alma que busca preencher o vazio com algo, e as palavras tinham essa capacidade. Mas agora que perderam seu sentido aumentaram as dificuldades e Maria Clara não sabia o que fazer. Gostava de escrever, sem isso perdia sua identidade.
Estava confusa... quem era ela? o que queria? Não conseguia escrever, mas tinha sentimentos nunca antes sonhados, cuja definição parecerá sempre vaga, palavra alguma definiria o que se passava dentro dela. Talvez por isso também tenha encontrado mais dificuldade para escrever. Percebia agora o quão vagas eram os sentimentos descritos, procurava novas formas de representá-los melhor, mas parecia ser em vão.
Maria Clara não era mais uma poeta, era mais do que isso: Maria Clara era amada e amava, se tornara uma romântica apaixonada.
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