segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Lágrimas


Ela cansara-se daquilo, a brincadeira de fingir estar tudo bem já não tinha mais graça. Indecisão ela suportava, mas já tinha passado dos limites. Bianca se perguntava todos os dias por que com ela? Por que sempre se envolvia com pessoas complicadas, sempre sofria, chorava, sangrava por dentro? Por que não conseguia um namoro bom, um garoto que a amasse e que ela amasse também, como acontecia com várias amigas suas? Não era justo, não, não era justo.

Mas a vida ainda ia ensiná-la que há muitas coisas injustas, mas temos que aprender a conviver com elas. E que cada lágrima derramada traria uma lição que, se ela soubesse aproveitar, levaria para caminhos de felicidade e sorriso, e ela ainda choraria muito, mas seriam lágrimas de felicidade. Bastava deixar de pensar que a vida era injusta, mas pensar que ela, na verdade, estava dando-lhe as ferramentas necessárias para construir a sua felicidade.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Melhor que o melhor.




Fernanda, em um velho hábito que tinha, conversava com seus ursinhos de pelúcia. Fosse para desabafar nos momentos tristes ou compartilhar suas alegrias, gostava de conversar principalmente com Lola, a ursinha de barriga e lacinho verdes, pois ela tinha um semblante feliz e ao mesmo tempo compreensiva, o que dava uma sensação de conforto a Fernanda.

Não leve a mal, Fernanda tinha amigos, muitos deles, com quem conversava muito também, porém certas coisas ela preferia dizer à Lola, algumas por vergonha, outras por achar q talvez seus amigos não compreenderiam o que ela sentia, ou achariam monótono o que ela tinha a dizer, afinal, era um monólogo. Ela contava à Lola pois podia falar horas, analisar ela mesma diversos pontos de vista diferentes e podia dizer tudo o que sentia e Lola jamais a acharia uma boba apaixonada, que muitos de seus amigos achavam.

Um dia, em uma dessas conversas, Fernanda dizia à Lola:
"Sabe, nunca achei que fosse sentir por alguém o que sinto por ele. É tão bom ficar lá, ao seu lado, abraçando-o, seja conversando sobre assuntos diversos, rindo ou simplesmente em silência, ouvindo as batidas do seu coração. E o que ele me diz, são coisas tão lindas, e sinceras também, ercebo pelo seu olhar, pelo tom de voz. Ele me faz feliz, de verdade, a vida parece ter mais sentido com ele, e quando está longe, ai, sinto tantas saudades, gostaria de estar com ele sempre, fica tão mais fácil sorrir com ele ao meu lado, e gosto de saber que ele também se sente feliz ao meu lado. Talvez não seja nada comparado com o que eu sinto, mas também não espero que seja, não acho possível que ele possa sequer saber como é sentir tudo o que sinto por ele, mesmo que ele pense o contrário.
Sim, para mim ele é O namorado perfeito, sabe o que dizer, como agir. Faz meu coração acelerar, minha mente vagar e minha alma, a dele encontrar. Como? Eu não sei, mas até mesmo Edward Cullen não chega aos pés dele. Está bem, talvez aos pés ele chegue, hum... não chega ao tornozelo dele. Sim, está melhor. É, estou dizendo, até mesmo o Ed não se compara a ele, eu sei que achava o Ed o "cara" mais perfeito do mundo, mas por incrível que pareça ele é melhor que o Ed. Não, ele não é um vampiro ou algo assim, mas mesmo assim, é melhor em todo o resto e ponto.
E o beijo dele, aii, é tão bom. Faz minha respiração acelerar, descompassar, chego a perder o fôlego. Pois é, eu sei que isso nunca aconteceu, por isso digo que ele é especial, que o amo, que ele me faz sentir como a garota mais feliz do mundo. O quê? Não, eu não sei porque ele me ama, mas por incrível que pareça, sim, ele me ama. Ou pelo menos acredita nisso, e é o que basta. Quando nossa respiração se mistura parece que o mundo para, que não há mais nada além de nós dois, parece bobo, mas é a mais pura verdade. Não me julgues, sei que pareço apenas mais uma boba apaixonada, e talvez seja exatamente isso o que eu seja, mas não me importo, contanto que tenha ele ao meu lado, tudo bem."


E assim Fernanda passou a noite conversando com Lola, contando-lhe tudo o que sentia, suspirando as vezes, rindo outras, e em profundos devaneios quando se esquecia que Lola estava lá.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Motivos para sorrir.

Saudades. Mas como, se não havia se passado nem ao menos 3 dias completos?
Amanda passara horas e horas pensando nele, não conseguia evitar. E hoje, quando o viu, estava ocupada com outras coisas e não pôde matar a saudade dele como queria. Então ele se foi e ela sentiu um vazio no peito, se arrependera, queria ele ao seu lado. Ficou subitamente mais quieta, ria apenas para não demonstrar a tristeza que sentia ao saber que não o veria mais aquele dia.
Ao final do dia, porém, ele ligou. Ela atendeu, conversaram, e ele lhe dissera que não iria às aulas aquela noite. Desligou o telefone, pensou em não ir também, não seria o mesmo sem ele, porém algo lhe dizia que não devia ficar em casa aquela noite.
Saiu, foi à escola, chegou atrasada, encontrou alguns amigos. Entrou na sala, um de seus amigos a guiando, ela o seguiu e, repentinamente, seu coração parou por um segundo, deu um salto e descompassou... Era ele, sim, era ele. Sentou-se ao seu lado, agiu de forma comportada, disfarçou a felicidade ao vê-lo e tentou prestar atenção à aula. Um sorriso brincava em seus lábios, sim, ao lado daquele garoto ela sentia vontade de sorrir, simplesmente por ele estar lá, por ela vê-lo e senti-lo tão próximo de si.

Abstinência

E ela o abraçava forte, abraçava com medo de perdê-lo, queria então aproveitar cada momento com aquele que conseguira mexer com seus sentimentos. E respirava o cheiro que emanava dele, e embriagava-se nele. E quanto mais tempo passava ao seu lado, mais queria lá permanecer, parecia que nunca era o bastante. E nessas horas queria que o tempo parasse para que pudesse ficar mais tempo ao seu lado, nem q fosse apenas para abraçá-lo e senti-lo ao seu lado. Para compensar, nas horas em que estavam longe um do outro, ela queria que o tempo voasse, que pudesse vê-lo rapidamente. O tempo de abstinência do ser amado era para ela pior do que a abstinência de qualquer substância ilícita, passava o dia pensando nele, lembrando e sonhando acordada com os momentos deles. Ela não sabia o que queria, sabia apenas que o amava.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009


Lucia olhava para o céu estrelado. Porém, não enxergava o esplendor do céu aquela noite. Não, ela olhava para o céu, mas olhava acima de tudo para dentro de si mesma. Não entendia o que se passava na cabeça daquele menino, aquele que conseguira conquistar o seu amor, mas era tão complicado amá-lo... Vale a pena amar alguém que não te ama? Já tentara outras vezes, mas a resposta parecia ser sempre não. Tentara com outro garoto, estava parcialmente feliz, pois sabia que sempe amaria aquele complicado garoto. Porém, enquanto estava tentando ser feliz, o outro percebera que a amava, que sentia ciumes e a queria novamente. Muitos dramas depois, ela voltara com seu amado, para depois de algum tempo ele descobrir que talvez não a amasse...

Ela agora estava olhando pela janela procurando uma palavra para defini-lo... complicado parecia não ser o bastante. Talvez confuso, equivocado, louco... Não. Egoísta! sim, era essa a palavra que buscava. Egoísta sim, pois não a amava o bastante para fazê-la feliz, nem permitia que outro tentasse, por puro ciúme. O nome disso talvez não fosse amor, fosse simplesmente egoísmo. Não a amava o suficiente para querer ela acima de tudo, mas também não queria vê-la sendo feliz com outra pessoa. Não sentia ciume por querê-la, mas sim por não querer que outra pessoa a tenha. Medo talvez de que ela deixasse de amá-lo, mas será que ele não entendia que o que ela sentia não iria mudar. Ou que ela merecia a chance de ser feliz.

Sim, ela merecia essa chance, a chance de poder ser feliz novamente, fosse com ele ou com outro alguém. Agora ela refletia se só o amor dela seria o bastante para mantê-los juntos. Ela não merecia a chance de poder tentar amar outro garoto que a amasse também? Poderia um relacionamento dar certo tendo apenas uma das partes amando e a outra simplesmente gostando? ou poderia ela conquistar o amor dele?

A resposta parecia estar em sua frente, mas ela não a enxergava.

sábado, 14 de novembro de 2009

Não quero um final feliz, pra falar a verdade, não quero um final!

O que seria o final? O final da vida, ou seja, a morte? O final da nossa história, o rompimento, a separação? Mas aí não seria feliz, então não, não pode ser isso.

Quero ser feliz com você, não apenas no final, mas durante toda nossa história.
Porque desde que essa nossa história começou fui feliz, não quero pensar que isso é um final. É apenas um começo, digamos que nos desejo um, uma, hum... ah, desejo que continuemos felizes e ponto.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Gabriela se sentia traída

Gabriela se sentia traída, talvez já devesse ter se acostumado a isso, sempre fora boba de acreditar em todos ao seu redor, era comum esse sentimento passar por seu coração, mas não conseguia evitar.

Gabriela sentia-se traída e, com lágrimas que ameaçavam cair a qualquer instante, ela se perguntava como era possível ter se enganado tanto com uma pessoa? Como alguém que lhe dizia que ela era sua melhor amiga de um dia para outro mudara de concepção e dissera a terceiros que nunca a considerara amiga de verdade?

Traída Gabriela se sentia, pelo simples fato dele não ter tido a coragem de dizer a verdade em sua cara antes, pois quantas das coisas ditas serão verdade e quantas mentiras? Mais uma vez fizeram ela se sentir errada, culpada, sofrer e gastar noites pensando em como ela era idiota, para na verdade descobrir que não era ela a idiota, o que afinal ela fizera de errado? Se apaixonara, tivera a sorte de ser amada e ser feliz? Isso era tão errado assim?

Ah, como se traida Gabriela sentia, sentia que já tinha sua decisão, não importasse o que ele dissesse, agora tentaria ser feliz, fazer seu amado feliz, sem se sentir culpada, mas tranquila por ter tirado mais um falso de sua vida, e mesmo que por um lado triste e com raiva, ela sentia-se bem por poder ser feliz a cada dia que passa.