domingo, 18 de abril de 2010

sábado, 17 de abril de 2010

sábado, 3 de abril de 2010

Convicção...

Larissa nunca acreditara no "para sempre". Achava tão superficial, nos contos de fada, o casal ser "felizes para sempre"... Todas as pessoas tem dificuldades, discussões, problemas, e no final, nada é para sempre. E se nada é para sempre, o que dirá o amor então?

Já tivera tantos amores, na época acreditava q amaria-os para sempre... Sofreu, achando que nunca mais seria feliz, mas superou. Já teve que magoar pessoas, por não conseguir cumprir sua promessa de amor eterno. Parou de acreditar no amor perfeito, no felizes para sempre... Até que se apaixonava novamente, passava a reacreditar e, depois, tinha mais convicção que nunca de que o para sempre não existia.

Mas vá tentar discutir isso com ela! Tão cabeça dura, quando colocava uma ideia na cabeça ninguém conseguia arrancá-la. Mas ela também mudava de opinião frequentemente, cada dia com um ideal novo, uma perspectiva nova da vida. E não queria aceitar que poderia ser feliz para sempre, NADA É PARA SEMPRE!

Mas bastava-lhe olhar o rosto dele, sentir seu abraço forte e seguro, estar ao lado dele, todas as suas convicções desmoronavam, ela sentia que seria impossível deixar de amá-lo. Tentava firmar, não queria se decepcionar novamente, mas no fundo, Larissa sabia que dessa vez era diferente, dessa vez ela não se decepcionaria, não sofreria nem o faria sofrer... dessa vez era pra sempre...

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Amor - Carlos Drummond de Andrade

Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração para de funcionar por alguns segundos, preste atenção. Pode ser a pessoa mais importante da sua vida.

Se os olhares se cruzarem e neste momento houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.

Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante e os olhos encherem d'água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.

Se o primeiro e o último pensamento do dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente divino: o amor.

Se um dia tiver que pedir perdão um ao outro por algum motivo e em troca receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil palavras, entregue-se: vocês foram feitos um pro outro.

Se por algum motivo você estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas lágrimas e enxugá-las com ternura, que coisa maravilhosa: você poderá contar com ela em qualquer momento de sua vida.

Se você conseguir em pensamento sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado... se você achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados...

Se você não consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que está marcado para a noite... se você não consegue imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado...

Se você tiver a certeza que vai ver a pessoa envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção que vai continuar sendo louco por ela... se você preferir morrer antes de ver a outra partindo: é o amor que chegou na sua vida. É uma dádiva.

Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida, mas poucas amam ou encontram um amor verdadeiro. Ou às vezes encontram e por não prestarem atenção nesses sinais, deixam o amor passar, sem deixá-lo acontecer verdadeiramente.

É o livre-arbítrio. Por isso preste atenção nos sinais, não deixe que as loucuras do dia a dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: o amor!

Cartas de Amor - Álvaro de Campos

Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)

Mulher moderna.

Felicidade... o que realmente significava essa palavra?


Thaís chegava em casa, naquele apartamento espaçoso apenas para ela, um sentimento de vazio percorrioa-lhe o corpo. Vai jogando as peças de roupa pelo caminho, liga o chuveiro e entra na banheira para relaxar... e inevitavelmente passa sua vida pela cabeça... Tinha visto na entrada de seu prédio duas crianças brincando, seus pais abraçados, olhando-os carinhosamente.

Ela tinha 36 anos, acreditava que era feliz e, afinal, como poderia não ser? Tinha o emprego dos seus sonhos, morava bem, em um apartamento da zona luxuosa da cidade, tinha amigos, saía com eles praticamente todo o final de semana para uma balada ou um barzinho... Comia nos melhores restaurantes, visitava os melhores pontos turísticos e se mantinha ocupada a maior parte do dia. Saia com alguns homens, mas nunca tivera um relacionamento duradouro. Uma das mais prováveis causas era sua mania controladora, metódica e exigente, mas isso fora o principal motivo por ter crescido tão rapidamente no seu emprego, então não podia ser algo ruim. E, realmente, durante o dia não se sentia sozinha, estava sempre acompanhada, pessoas dependiam dela...

Mas era nessa hora, quando chegava em casa, via o quão solitária estava. Boa parte de suas amigas já tinham se casado, constituiam família, eram felizes... Família... talvez fosse disso que Thaís sentia falta. Como devia ser bom a sensação de ver seus filhos brincando, aprendendo a falar, a escrever... Participar da vida deles, poder ser a mãe que nunca tivera. Ter um marido que a amasse, que ajudaria a cuidar das crianças e, ao anoitecer, após colocá-las para dormir, estaria com ela. Devia ser realmente boa a sensação de ser amada, um abraço ou beijo dado com amor, não apenas paixão, como ela estava acostumada. De poder dar carinho, compartilhar as emoções, enfrentar juntos as dificuldades e celebrar as vitórias...

Mas ela tinha optado por não seguir esse rumo, e não sabia se devia se arrepender. Talvez, casada e com filhos, não pudesse ser hoje o que era, não seria um sucesso profissionalmente. De fato, conhecia muitas amigas que tinham largado ambições profissionais pela família, para participar mais ativamente dessa outra "profissão": ser mãe e esposa. Sabia também que elas não se arrependiam, pois eram realmente felizes. Mas não ela, Thaís seguia forte, seria um dia presidente da empresa, a família se tornou segundo plano. E agora, aos 36 anos, via que esse segundo plano talvez não se realizaria tão facilmente quanto ela pensara.

E deitada em sua grande cama, abraçada a um travesseiro, Thaís permitiu que uma lágrima rolasse por seu rosto, enxugando-a logo após, pois não podia permitir-se ser fraca.

domingo, 14 de março de 2010

Hoje eu vou estudar!

Juro que tentei, mas como estudar se nem consigo me concentrar nos meus livros?! Sozinha, em uma casa silenciosa, tudo o que me vem à mente é você. É, acho que nunca vou enjoar de pensar em você, assim como nunca deixarei de te amar!













Só queria estar junto a ti...