terça-feira, 2 de agosto de 2016

Sobre cogumelos, marmitas e amor

Hoje fui esquentar meu almoço no refeitório do meu trabalho e, ao abrir minha marmita, me deparei com uma porçãozinha de shimeji...  "Que delícia", "que sorte!" todos poderiam pensar, mas o caso é: eu não gosto de cogumelos.
Minha mãe sabe disso, é ela quem colocou lá eles...  Meu primeiro pensamento foi : "você não fez isso, mãe..." e pensei em reclamar... Mas aí, vai a ficha do quanto mesquinha eu estava sendo...  Pra não dizer chata, fresca e mimada.
Minha mãe AMA cozinhar, e coloca um pouquinho do seu amor em cada prato que prepara. Além disso, ela faz minha marmita todos os dias, as vezes separando antes mesmo de comer a comida dela, e faz isso com amor também...  Então, imagina quanto amor não tinha naquela marmita, naquela porção de cogumelos da qual eu estava reclamando!
Percebi a sorte que eu tinha por poder comer sempre a comida dela, e porque se ela colocou lá não foi pra me chatear, nem pra zoar comigo (bom, talvez um pouco, pq ela adora me zoar tbm rsrs), mas sim porque se preocupa comigo, pensa na minha saúde e no que pode fazer bem pra mim.
Percebi que tenho uma sorte que poucas pessoas tem, uma mãe tão atenciosa e preocupada, e que prepara uma comida deliciosa!
Comi todo meu almoço, sentindo o gosto do amor da minha mãe em cada garfada, inclusive e especialmente no shimeji... Rsrs

E acho que não agradeço vezes o suficiente, mas obrigada, mãe! Obrigada pela comida de todos os dias, obrigada por tudo que vc faz por mim e, principalmente, obrigada por todo o amor que você me dá, mesmo nas formas mais simples de demonstrar!

Te amo!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Finais felizes

Gabi terminava de ler mais um livro. Um livro de ficção e romance, do jeito que ela tanto gostava.

Suspirou em tantas páginas, derramou lágrimas em outras e, no final, terminou com aquela sensação gostosa no peito. O casal ficou junto, superou as dificuldades e provaram que o amor sempre vence! Gabriela gostava de finais felizes, gostava de casais que davam certo mesmo em meio a tantas provações e dificuldades, mas não conseguia deixar de lado a sensação do quão desnecessário era isso...
Por que eles sempre tem que enfrentar tantos obstáculos para provar o amor? 

Leu de novo a parte em que a mocinha escondeu do mocinho que estava apaixonada por ele, para protegê-lo. Porque não falar a verdade? Assumir o que sente? Não via que ao esconder fazia o mocinho sofrer?

Lembrou-se da cena em que o mocinho viu o vilão beijar a mocinha, mas não viu que tinha sido de surpresa, e terminou com ela. Oras, não era claro que era uma armadilha? Porque não esperar mais um pouco e ver o tapa que a mocinha deu no vilão?

Começou então a pensar no próprio namoro. Ele daria um livro extremamente monótono, não tinha história o suficiente para isso. Apesar dos vários anos juntos, não havia vilões tentando separá-los, nem vários obstáculos no caminho. A família não era contra, os amigos apoiavam, não tinha uma grande barreira financeira entre eles. Ela e o namorado tinham confiança um no outro, eram sinceros e se entendiam. Acima de tudo, se amavam. E eram anos de um amor leve, facinho, gostoso.

E mesmo tendo um roteiro sem graça para os outros, para ela era melhor que qualquer livro ou filme que já tivesse visto. Afinal, não precisou esperar o final da história para ter seu felizes para sempre.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

-Sabe, talvez vai haver um homem que eu vá amar tanto quanto eu te amo, de forma diferente, mas um amor tão grande quanto o que sinto por você... Talvez até maior, se é que isso é possível. Vou lutar pela felicidade dele tanto quanto luto pela sua e tudo mais...
-Ah é?! E quem seria ele??
-Não sei, mas vamos chamá-lo de "FILHO".

terça-feira, 26 de abril de 2011

Elena visualizava tudo, com olhos bem atentos...

Mesmo quando os fechava, era para memorizar melhor o que sentia. Tentava gravar ao máximo cada cena, cada paisagem, cada expressão, cada sentimento. Sorriu ao perceber o motivo que a fez não se encantar mais tanto com os filmes ou livros românticos: percebeu que a sua vida tinha se tornado muito melhor do que qualquer um deles... Não era cheia de clichês, com pessoas tentando separá-los, ou o destino lutando contra eles. Não. Eles eram felizes, sabiam disso; tinham um amor tão grande quanto se é possível, um amor livre e verdadeiro.
Era tão lindo vê-los juntos... seus sorrisos, brincadeiras, teimosias, gestos, e até "frases de efeito"! Mais lindo que qualquer filme romântico, porém as cenas não ficavam gravadas em outro lugar além de suas memórias e seu coração.

sábado, 23 de abril de 2011

Que garota de sorte era Taty...

E o mais incrível: ela sabia disso!
Taty amava e era amada. Mas a sorte não era só essa... Com certeza tinha o melhor namorado do mundo, pensava ela. Era aquele tipo de namorado que não se encontra mais hoje em dia... que faz tudo por você, te ama incondicionalmente, sabe exatamente o que você precisa e te faz se sentir a garota mas feliz do mundo!
Mais do que isso, ele era seu melhor amigo, confidente e conselheiro; com ele sentia-se segura para ser quem realmente era, para desabafar sobre tudo, sabendo que não corria o risco de ser julgada.

Apenas uma coisa atormentava Taty: o medo de não conseguir ser boa o bastante para merecer ele...

Insanidades dos apaixonados

Letícia estava feliz. Tão feliz quanto uma pessoa pode estar! E até mais, segundo ela mesma... Eu não entendia sua felicidade, não entendia como era realmente amar alguém, e ser amada de volta. Mais do que isso, se o que ela dizia era verdade, eu não entendia como era ter encontrado o amor de sua vida, a alma gêmea, etc... Era meio insano amar alguém assim, com toda a sua força, a ponto de dizer que não conseguiria viver sem a pessoa amada...

 
"Por que tantas pessoas acham estranho quando uma garota diz que não conseguiria viver sem um garoto ou vice-versa? Está tão difícil assim acreditar que duas pessoas tenham encontrado o amor?" -Dizia ela com uma convicção que raras vezes se via em seus olhos... "Não conseguir viver não quer dizer que o coração subitamente pararia de bater caso eles se separassem, mas é só que a vida não seria mais vida, entende? Viver implica em ser feliz, em agir, em ter esperanças, em lutar, em sorrir... Mas sem o amor, o que é a vida senão uma simples e vaga existência no mundo?! Sem o amor, o sorriso é falso, as lutas sem sentido, as esperanças vazias, as ações se tornam mecânicas e a felicidade, ah, a felicidade tende a nos deixar... Sim, sem ele eu não viveria, não haveria sentido para viver... Ele não é a razão da minha vida, ele é A minha vida, entende a diferença? "

 É, meio insano é pouco, mas ainda assim, confesso que tive um pouco de inveja, pois ela dizia tudo isso com uma determinação tão grande, com tanto amor e tendo a certeza de que viver sem seu grande amor não era uma possibilidade real...

sábado, 26 de março de 2011

Por que você se apaixonou por mim?

Não pode ter sido pela beleza, já que eu não era exatamente a garota mais bonita do colégio onde nos conhecemos...
Nem pela inteligência, conhecemos muitas outras garotas mais inteligentes que eu...
Também não pode ter sido pela popularidade, eu nunca fui muito popular... E se fosse por isso, você teria retribuido os sentimentos daquela garota que se jogava pra cima de você... ;P
Com certeza não foi pela minha delicadeza, feminilidade ou elegância, pois como dizia Rita Lee: "Sou mais macho que muito homem!"

Não entendo porque você se apaixonou por mim... Mas independente das razões, sei que essa foi a melhor coisa que já me aconteceu.