quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Injustamente

Encolhida no canto de seu quarto, com sua pequena irmã ao seu lado, Luana chorava. Doia-lhe muito, mas não uma dor física, eram os seus sentimentos que tinham sido machucados. Acabara de ser punida injustamente, por querer manter a sua palavra e não ser influenciada por estar pressionada, por estar sedo irritada. Ela não acreditava que aquela era a forma correta de conseguir algo: irritando, infernizando a vida até que a outra pessoa perdesse a paciencia e aceitasse. Não, ela não se negaria se pedissem-lhe educadamente, mas não, ele preferiu tentar da maneira mais dificil, desafiando-lhe, e ela, logicamente, não permitiu-se desistir. Então, aquela por quem sempre tivera tanto respeito e admiração lhe punira juntamente com seu irmão, punira-lhe por não ter feito nada alem de tentar manter sua palavra. Quando fazia algo de errado e puniam-lhe ela aceitava, pois sabia do seu erro, mas como doia ser punida injustamente.
Luana sempre foi assim, gostava de ter suas opiniões firmes, não gostava quando tentavam lhe impor outras coisas, não se deixava influenciar facilmente. Mas percebia agora o quanto sempre tentavam mudar suas decisões e, se ela tivesse aceitado essas sugestões, hoje seria muito mais infeliz. Então por que não aceitavam o que ela queria? Quando ela errada em suas escolhas? Nunca de tal modo que se arrependesse delas, mas seus pais, seus próprios pais, não percebiam isso. Não se importavam com o que ela queria.
E, por um momento, pensou que se ela não existisse tudo seria mais fácil. Mas mal essa ideia lhe passou pela cabeça viu a face de sua irmã ao seu lado, e se perguntou como seria a vida dela se Luana simplesmente deixasse de existir. Lembrou-se também de seu avô, iria ele aguentar mais uma perda? Então veio a imagem do namorado, e subitamente desistiu da ideia. Não, não seria capaz de inflingir dor alguma a ele.
Então ela decidiu-se: continuaria a existir, mas em casa talvez o melhor seria calar-se, aceitar, mesmo que não a deixasse feliz, talvez fosse o melhor. Não queria brigar ou desrespeitar ninguém, era tola por não reclamar, não lutar pelo que queria, mas no momento era o que ela acreditava ser o melhor.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Sol




Refletia muito enquanto estava longe dele. Ah, como Sophia se angustiava com o tempo em que ficavam sem se ver, sem se falar... Parecia que nada tinha graça sem ele, ele era o alvo de seus pensamentos, o centro de seu universo, o seu sol particular.


Sim, um sol, talvez isso consiga representar um pouco o que aquele garoto representava para Sophia. O centro de seu universo, com ele, ela se sentia aquecia, bem, feliz, talvez ele realmente fosse até melhor que um sol. Ele brilhava aos olhos dela, e por incrível que pareça, como o sol, ao invés de fazer as coisas ao seu redor se ofuscarem devido ao brilho, ele iluminava tudo, fazia o mundo ter sentido, a vida ter mais luz, e fazia-a sorrir facilmente, sentir-se feliz como ninguém. E quando ele não estava presente era como um sol escondido atrás de densas nuvens, tudo ficava mais escuro, não dava vontade de fazer nada, nem de sorrir. Havia outras coisas que fazer, como se distrair, mas nada como se ele estivesse lá, presente, com ela.


Ela, pensando bem, gostaria de se comparar com a lua. Poderia até, pois dependia dele, do seu sol. Se ele não existisse, ela não poderia brilhar, nada existiria, ela seria ofuscada e não seria nada. Também gostaria de ser uma lua, pois ela inspira os apaixonados, e ela gostaria de inspira-lo, embora não se achasse digna de ser comparada com a beleza da lua. Um problema em ser a lua era a distância que ela ficava do sol, sempre que um surgia, o outro se escondia, e não, isso ela não aguentaria.


E o sol era lindo, como o brilho nos olhos de seu amor, como ele próprio, era lindo. Ela podia ver, por detrás de seus olhos, a face dele, quase podia sentir seu toque, seu beijo. Via seu sorriso, aquele que a encantava tanto, e em seu coração ela sentia um aperto, de saudade, de amor. Ela o amava, isso era uma certeza, e se sentia feliz, pois ele também a amava.


E Sophia não sabe bem quando essa reflexão passou a ser sonho, mas a próxima coisa que ouviu foi o despertador tocar, abriu a janela e viu o sol brilhar, mais forte que nunca, e se sentiu feliz, pois hoje veria seu amado.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Lágrimas


Ela cansara-se daquilo, a brincadeira de fingir estar tudo bem já não tinha mais graça. Indecisão ela suportava, mas já tinha passado dos limites. Bianca se perguntava todos os dias por que com ela? Por que sempre se envolvia com pessoas complicadas, sempre sofria, chorava, sangrava por dentro? Por que não conseguia um namoro bom, um garoto que a amasse e que ela amasse também, como acontecia com várias amigas suas? Não era justo, não, não era justo.

Mas a vida ainda ia ensiná-la que há muitas coisas injustas, mas temos que aprender a conviver com elas. E que cada lágrima derramada traria uma lição que, se ela soubesse aproveitar, levaria para caminhos de felicidade e sorriso, e ela ainda choraria muito, mas seriam lágrimas de felicidade. Bastava deixar de pensar que a vida era injusta, mas pensar que ela, na verdade, estava dando-lhe as ferramentas necessárias para construir a sua felicidade.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Melhor que o melhor.




Fernanda, em um velho hábito que tinha, conversava com seus ursinhos de pelúcia. Fosse para desabafar nos momentos tristes ou compartilhar suas alegrias, gostava de conversar principalmente com Lola, a ursinha de barriga e lacinho verdes, pois ela tinha um semblante feliz e ao mesmo tempo compreensiva, o que dava uma sensação de conforto a Fernanda.

Não leve a mal, Fernanda tinha amigos, muitos deles, com quem conversava muito também, porém certas coisas ela preferia dizer à Lola, algumas por vergonha, outras por achar q talvez seus amigos não compreenderiam o que ela sentia, ou achariam monótono o que ela tinha a dizer, afinal, era um monólogo. Ela contava à Lola pois podia falar horas, analisar ela mesma diversos pontos de vista diferentes e podia dizer tudo o que sentia e Lola jamais a acharia uma boba apaixonada, que muitos de seus amigos achavam.

Um dia, em uma dessas conversas, Fernanda dizia à Lola:
"Sabe, nunca achei que fosse sentir por alguém o que sinto por ele. É tão bom ficar lá, ao seu lado, abraçando-o, seja conversando sobre assuntos diversos, rindo ou simplesmente em silência, ouvindo as batidas do seu coração. E o que ele me diz, são coisas tão lindas, e sinceras também, ercebo pelo seu olhar, pelo tom de voz. Ele me faz feliz, de verdade, a vida parece ter mais sentido com ele, e quando está longe, ai, sinto tantas saudades, gostaria de estar com ele sempre, fica tão mais fácil sorrir com ele ao meu lado, e gosto de saber que ele também se sente feliz ao meu lado. Talvez não seja nada comparado com o que eu sinto, mas também não espero que seja, não acho possível que ele possa sequer saber como é sentir tudo o que sinto por ele, mesmo que ele pense o contrário.
Sim, para mim ele é O namorado perfeito, sabe o que dizer, como agir. Faz meu coração acelerar, minha mente vagar e minha alma, a dele encontrar. Como? Eu não sei, mas até mesmo Edward Cullen não chega aos pés dele. Está bem, talvez aos pés ele chegue, hum... não chega ao tornozelo dele. Sim, está melhor. É, estou dizendo, até mesmo o Ed não se compara a ele, eu sei que achava o Ed o "cara" mais perfeito do mundo, mas por incrível que pareça ele é melhor que o Ed. Não, ele não é um vampiro ou algo assim, mas mesmo assim, é melhor em todo o resto e ponto.
E o beijo dele, aii, é tão bom. Faz minha respiração acelerar, descompassar, chego a perder o fôlego. Pois é, eu sei que isso nunca aconteceu, por isso digo que ele é especial, que o amo, que ele me faz sentir como a garota mais feliz do mundo. O quê? Não, eu não sei porque ele me ama, mas por incrível que pareça, sim, ele me ama. Ou pelo menos acredita nisso, e é o que basta. Quando nossa respiração se mistura parece que o mundo para, que não há mais nada além de nós dois, parece bobo, mas é a mais pura verdade. Não me julgues, sei que pareço apenas mais uma boba apaixonada, e talvez seja exatamente isso o que eu seja, mas não me importo, contanto que tenha ele ao meu lado, tudo bem."


E assim Fernanda passou a noite conversando com Lola, contando-lhe tudo o que sentia, suspirando as vezes, rindo outras, e em profundos devaneios quando se esquecia que Lola estava lá.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Motivos para sorrir.

Saudades. Mas como, se não havia se passado nem ao menos 3 dias completos?
Amanda passara horas e horas pensando nele, não conseguia evitar. E hoje, quando o viu, estava ocupada com outras coisas e não pôde matar a saudade dele como queria. Então ele se foi e ela sentiu um vazio no peito, se arrependera, queria ele ao seu lado. Ficou subitamente mais quieta, ria apenas para não demonstrar a tristeza que sentia ao saber que não o veria mais aquele dia.
Ao final do dia, porém, ele ligou. Ela atendeu, conversaram, e ele lhe dissera que não iria às aulas aquela noite. Desligou o telefone, pensou em não ir também, não seria o mesmo sem ele, porém algo lhe dizia que não devia ficar em casa aquela noite.
Saiu, foi à escola, chegou atrasada, encontrou alguns amigos. Entrou na sala, um de seus amigos a guiando, ela o seguiu e, repentinamente, seu coração parou por um segundo, deu um salto e descompassou... Era ele, sim, era ele. Sentou-se ao seu lado, agiu de forma comportada, disfarçou a felicidade ao vê-lo e tentou prestar atenção à aula. Um sorriso brincava em seus lábios, sim, ao lado daquele garoto ela sentia vontade de sorrir, simplesmente por ele estar lá, por ela vê-lo e senti-lo tão próximo de si.

Abstinência

E ela o abraçava forte, abraçava com medo de perdê-lo, queria então aproveitar cada momento com aquele que conseguira mexer com seus sentimentos. E respirava o cheiro que emanava dele, e embriagava-se nele. E quanto mais tempo passava ao seu lado, mais queria lá permanecer, parecia que nunca era o bastante. E nessas horas queria que o tempo parasse para que pudesse ficar mais tempo ao seu lado, nem q fosse apenas para abraçá-lo e senti-lo ao seu lado. Para compensar, nas horas em que estavam longe um do outro, ela queria que o tempo voasse, que pudesse vê-lo rapidamente. O tempo de abstinência do ser amado era para ela pior do que a abstinência de qualquer substância ilícita, passava o dia pensando nele, lembrando e sonhando acordada com os momentos deles. Ela não sabia o que queria, sabia apenas que o amava.